Arquivo para Setembro, 2009

Pausa para o futebol: planos para o ABC

Todo mundo discute o que fazer dos clubes do Rio Grande do Norte.  Eu me preocupo com o ABC.  Sou abecedista.  E andei passando numa proposta, antes mesmo que aparecesse essa ideia de cotizar os direitos federativos dos jogadores do clube.

Acho que a solução para a situação passa pelo seguinte:

1. Transformação em clube-empresa – ou criação de uma empresa à parte do clube, como é o caso do Vitória da Bahia. 

2. Abertura de capital desta empresa, numa proporção mais ou menos assim: o clube fica com 50% das ações ordinárias e preferenciais; empresários-conselheiros adquiririam pelo menos 20% e o restante (30%) iriam para o mercado.  Os abecedistas poderiam, além de ajudar o clube, realizar um investimento.  O Banco do Brasil poderia ser procurado para ser responsável pela carteira de ações do clube.  Melhor maneira de capitalizar o clube, sem explorar os torcedores e sem depender de suas doações – cada um ajudaria o time e, ainda, faria um investimento;

3. Profissionalização da administração da empresa: fim do Conselho Deliberativo e constituição de assembleia de acionistas, conselho de administração, diretoria (profissionalizada) e presidência (profissionalizada).  O Conselho de Administração seria remunerado com um salário-mínimo por mês, mas os diretores e presidente seriam remunerados como executivos de uma empresa do porte que essa ABC FC S.A. são remunerados em nosso mercado;

4. Contratação de uma empresa para realização de um plano de comunicação e marketing para o ABC a fim de que o time tenha verba suficiente a partir de patrocínios, garantindo o retorno devido aos patrocinadores.  Uma empresa de comunicação poderia construir a melhor maneira de vender a marca ABC para que a iniciativa privada se interessasse em patrocinar o time.  Em suma: é necessário uma gestão profissional, eficiente e rendável da comunicação, do marketing e da marca ABC.

5. Profissionalização de todas as atividades administrativas do ABC;

6. Enfocar a maior parte do investimento nas categorias de base do clube.  A manutenção do time profissional é custeio, não investimento.  Com o time capitalizado é possível aumentar a sua verba de custeio;

7.  A venda de espaços nas cadeiras cativas e os projetos de sócio-torcedor seriam geridos de forma separada, talvez com um diretoria específica de patrimônio.

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O labirinto da oposição

Lula é um político muito inteligente.  Não que já não tenha cometido erros – alguns bastante sérios.  Mas sua sagacidade é inquestionável. 

Na questão referente ao regime de urgência do marco regulatório do pré-sal, ele está dando uma corda enorme para a oposição que terminará por se enforcar.  Lula estica a corda, anunciando que não abrirá mão do regime de urgência que obriga o congresso a discutir e votar os quatro projetos de lei do marco regulatório em, no máximo, 90 dias.  A oposição esperneia, atônita.  Reage, anunciando obstrução.  Devem estar cientes de que, assim, aumentam o poder do discurso do presidente e sua candidata, a ministra Dilma Rousseff.  Sobra-lhes a pecha de prejudicar o Brasil de hoje, não votando questões importantes para este momento histórico, e o Brasil do futuro, recusando-se sequer a discutir o pré-sal.

Eles sabem que sairão prejudicados nessa questão.  Perderão, no discurso.  Serão reconhecidos como anti-nacionais.  Municiarão os canhões do governo – afinal, se não é o interesse do país e da Petrobras que eles defendem, é o de quem?  Mas eles estão amarrados.  A alternativa é uma capitulação.  É admitir a correção dos passos dados pelo governo.  É dar-lhe a mão e começar a discussão política dos projetos.  Ou seja, é avalizar positivamente o presidente Lula. 

É duro ser oposição neste momento histórico.  É abraçar o governo ou morrer na praia, sem discurso, sem prática, sem poder, sem governo.

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Delegado da Satiagraha se filia ao PC do B

Protógenes explica por que escolheu o PCdoB

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz anunciou nesta quarta-feira (2) que escolheu o PCdoB como seu partido. “Esse partido consegue se superar, retirar todas as pedras e os espinhos do caminho e se colocar no cenário nacional aliado a uma proposta de um Brasil diferente. O PCdoB é a sigla vitoriosa, dentre todas as existentes”, explica Protógenes nesta entrevista para Bernardo Joffily e Priscila Lobregatte, do Vermelho.

Protógenes: “O Brasil é que tem de aparecer”

“Num primeiro momento foi difícil me convencer a me filiar a um partido político, a deixar aquilo que eu fazia antes – ser servidor público – e lançar-me a cumprir essa exigência maior da sociedade que é participar do processo político”, relata Protógenes. “Mas, o mais difícil mesmo foi escolher…”

Uma fila de siglas partidárias ofereceu suas fichas de filiação, de olho na elevada popularidade da causa que o delegado encarna. Ele cita o PSDB, DEM, PDT, PSB, PSol e PCdoB. Mas a dificuldade, segundo Protógenes, deveu-se a outros motivos, nâo à quantidade de pretendentes. Veja os trechos principais da entrevista exclusiva de Protógenes Queiroz; e em seguida o vídeo onde o delegado fala aos cidadãos brasileiros:

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