Há algum tempo escrevi um post biográfico. Lembrava meu pai, minha relação com ele. Lembrava que, jamais, precisei de favor em momento algum de minha vida profissional: fiz jornalismo na UFRN, entrei no mestrado e agora estou concluindo doutorado.
No fim de 2005 fiz concurso público e fui trabalhar na empresa onde trabalho hoje. Minha única fonte de renda desde então, a não ser pelo período em 2009 em que dei aulas na Universidade Potiguar. Em nada disso, usei o nome de quem quer que fosse para me abrir as portas. Não devo favores a ninguém, mas tudo que consegui, inclusive minha dívidas, são de minha inteira responsabilidade.
Posso mostrar meu contracheque e provar minha fonte de renda. Tem jornalista na província que não pode. Dizem de um profissional que ganha R$ 60 mil, entre dinheiro público e de empreiteiras e corretoras de imóveis. Outro profissional dizem ter R$ 15 mil por mês, patrocinados por prefeituras e políticos, para não fazer outra coisa que falar bem dos “patrões”.
Posso mostrar meu contracheque, caso seja necessário, aqui. Existem colegas aqui que ficariam mal se mostrassem. Aliás, não tenho certeza que conseguiriam provar a origem de todos os recursos que recebem no mês. Não posso provar nada – são apenas boatos -, mas poderia sugerir que, se tudo isso é mentira, poderia publicar suas fontes de receita. Seria mais honesto.
Acho engraçado que as pessoas se posicionem como palatinos da moral pública e da ordem jurídica, criticando os supostos crimes ou desvios éticos dos outros, mas têm telhado de vidro.
Esses dias fui chamado de filho de goiamum ou cujo pai rejeitou. Críticas de alto nível. Ainda bem que estava muito bem acompanhado nessas críticas, já que fui atacado ao lado de Miguel Nicolelis, chamado de bravateiro e “sabido”. Anos atrás fui chamado pela mesma figura de acadêmico boiola. Não se pode discutir inteligentemente com quem tem como único argumento o xingamento. Talvez seja um frustrado: carregue a frustração de não ser capaz de construir sua vida profissional sem depender do favor dos outros, ou tenha querido vivenciar uma experiência acadêmica e não teve competência para tal. Acho que não porque é até um bom escritor. É a persona. A persona precisa eleger inimigos. Só que essa é persona, provinciana, é ridícula por ter escolhido como inimigo um dos mais importantes cientistas do mundo, o maior cientista brasileiro vivo, que está revolucionando a ciência em nível global. E ele, quem é? Para mim ele tem uma dimensão, por menor que seja. Para Nicolelis, sua dimensão é visível ao microscópio. Nem faz cocégas no primeiro brasileiro a publicar na Science.
A persona, de tão ridícula, perdeu a noção do ridículo. Ainda mais quando termina um tweet com uma ameaça não-velada a mim: “Quanto ao rejeitado pelo pai, baixe a bolinha pq eu ainda guardo surtos de uma quasevdelinquência”.
Vale um P.S:. Nunca fui deselegante ou mal-educado com ele em nenhum lugar público, nem no Twitter. No diálogo com Nicolelis, enfatizei isso. Mas quem não sabe ser gente nunca vai aprender.
Não perco meu tempo lendo o que ele fala de mim no twitter. Uma amiga me alertou ontem sobre os seguintes tweets.
Quem vomita verborréia contra “as elites” adora receber cheque polpudo das madames das elites. #sabido
A única vez que vi o cristão, tentei ajudá-lo junto ao governo. Não sabia que era um petista. Hj o tenho como bravateiro e oportunista.
O filho de goiamum virou vigia dos meus posts para depois repassar ao coleguinha de revolução virtual. Tô me divertindo.
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