Polícia que mata: ‘Estrebucha’, diz policial militar a baleado agonizante

Da Folha de São Paulo


“Filho da puta, você não morreu ainda? Olha pra cá! Maldito. Não morreu ainda”, diz uma das vozes, enquanto a imagem, em “close”, mostra a cena forte: um homem pardo, caído, espumando pela boca. Os olhos dele estão paralisados, em choque. As pupilas, dilatadas. A roupa está ensopada de sangue.
Ao fundo, é possível ouvir uma comunicação entre carros da polícia e os nomes Copom (Central de Operações da Polícia Militar) e Rota, grupo especial da PM paulista. Há um veículo Astra, de cor azul, com as portas abertas.
“Estrebucha! Filho da puta”, diz uma outra voz. (O vídeo está incluído no fim do post.  Não recomendo a qualquer um que assista – eu mesmo não vi)
Há um segundo homem estendido no chão. Ele está de bruços, algemado e chora.
“Tomara que morra a caminho [do hospital]. Não vai morrer, não?”, diz, com ar de deboche, um outro PM.
As cenas estão gravadas em um vídeo tornado público ontem pela Folha.com. Elas estão nas mãos da cúpula da Segurança Pública paulista há duas semanas.
Não se sabe ainda quem são os dois homens que aparecem caídos no chão e em qual circustância eles foram feridos. Também não há informações sobre onde e quando as imagens foram feitas.
Há suspeita de que o episódio tenha ocorrido em um município da Grande São Paulo e de que as imagens tenham sido gravadas pelos próprios PMs. Isso porque numa cena de crime como a que aparece no vídeo, apenas policiais têm livre acesso.
Não há registros disponíveis sobre o destino dos dois homens feridos: se estão vivos ou mortos, se foram ou não levados para o hospital ou se estão presos.


Até os EUA sabem que a Veja forja matérias

Quem ainda acredita em Veja?  Daqui a pouco, desde que o querido do Milenium se mudou para a Época, ninguém acreditará na revista da editora Globo também.


Do Opera Mundi

No dia 16 de março de 2005, a revista semanal Veja publicou a matéria “Os Tentáculos das FARC no Brasil”, em que detalhava uma possível relação entre membros do PT (Partido dos Trabalhadores) com a guerrilha colombiana. O caso, porém, foi relatado pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília como um exagero, além de uma tentativa de “manobra política”. O documento da embaixada com o relato foi divulgado pelo Wikileaks.


Segundo a matéria, candidatos petistas teriam recebido 5 milhões de dólares da guerrilha durante uma reunião no ano de 2002, em uma fazenda próxima a Brasília. Na ocasião, membros do PT teriam se encontrado com o representante da organização colombiana no país, Francisco Antonio Cadenas, e acertado os detalhes. O objetivo seria financiar a campanha de reeleição do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).
O partido, porém, negou as acusações e a Veja não conseguiu provas documentais sobre a transferência de dinheiro.

Para embaixada norte-americana, a revista “exagerou o real nível das relações entre as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o PT”, segundo o documento datado de março de 2005. Isso porque, após as acusações, membros da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) em Brasília, que de acordo com a revista, estavam infiltrados no encontro, não obtiveram provas concretas sobre o recebimento de dinheiro.

Citado pela embaixada norte-americana, o general Jorge Armando Felix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Abin e que acompanhou a investigação, afirmou que os documentos internos da agência citados pela Veja como provas foram “forjados”, já que não estavam nas formatações da agência.

“O que foi publicado é uma mistura de meias verdades e meias mentiras. Nós não temos qualquer documento oficial que prove que o encontro ocorreu”, afirmou o delegado e chefe da Abin, Mauro Marcelo, também citado no despacho.
No documento, fica explícito o estranhamento do embaixador norte-americano em relação a demora de três anos para divulgação do possível financiamento. “A história mais parece uma manobra política. O que é incontestável é que os membros do PT e representantes das FARC estiveram juntos em um encontro, mas não há provas de colaboração financeira”, disse.

Para ele, o que deveria ser uma denúncia importante tornou-se uma ferramenta arquitetada pela Veja para minar a candidatura de Lula ao segundo mandato. “Enquanto os opositores e a outros veículos de comunicação estão notavelmente desinteressados em prosseguir com as acusações e investigações, parece que a Veja está exagerando os fatos”, conclui o embaixador.

Menos de 48 h depois de assumir, novo prefeito de Campinas é afastado

Do UOL


Menos de 48 horas depois de tomar posse no cargo, o novo prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra (PT), foi afastado temporariamente pela Câmara Municipal. Os vereadores aprovaram, na noite desta quarta-feira (24), o pedido de cassação contra Vilagra e o afastamento dele da prefeitura enquanto uma comissão processante apura a conduta do petista.

A investigação pode resultar no impeachment de Vilagra.

Com o afastamento temporário, o presidente da Câmara, Pedro Serafim (PDT), assume a prefeitura. A sua posse, no entanto, deve acontecer na próxima sexta-feira (26).

Divulgação
O novo prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra (PT) foi afastado do cargo durante comissão processante na Câmara
O novo prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra (PT) foi afastado do cargo durante comissão processante na Câmara

Vilagra tomou posse na terça-feira (23), depois que o ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos, o dr. Hélio (PDT), foi cassado por 32 votos a um na madrugada do último sábado (20). Dr. Hélio foi acusado de três irregularidades, entre elas a omissão em suposto esquema de corrupção denunciado pelo Ministério Público.

No pedido de cassação de Vilagra, de autoria do vereador Valdir Terrazan (PSDB), a alegação é de que o petista deve ter o mandato cassado por envolvimento no mesmo esquema de corrupção, além de permitir a prática de nepotismo na Ceasa (Centrais de Abastecimento S.A.) de Campinas quando presidiu a entidade e por irregularidades na licitação de compra de carne de avestruz para a
merenda escolar.

Apenas os três vereadores do PT e o do PC do B votaram contra a abertura da comissão. Os outros 29 votos foram favoráveis.

Vilagra está entre os 22 denunciados pelos promotores sob acusação de receber propina de empresários, que seria repassada à ex-primeira-dama Rosely Nassim Santos. Ele nega envolvimento no esquema e diz que não receber dinheiro ilegalmente.

Segundo Vilagra, os funcionários da Ceasa denunciados este ano por serem parentes de pessoas do governo foram nomeados antes de sua entrada e, assim que descoberta a relação, foram exonerados.

Sobre as licitações da entidade, disse que todas foram aprovadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Vilagra ainda pode recorrer da decisão da Câmara na Justiça.

Interrupções

Assim que foi colocado em votação o pedido de cassação do prefeito, o novo líder de governo, o vereador Josias Lech (PT), apresentou um requerimento alegando que a medida é inconstitucional e a sessão foi interrompida por 30 minutos.

Segundo o parecer do advogado Hélio Silveira, apresentado por Lech, não há fundamento legal para os pedidos e o próprio regimento interno da Câmara não permite o afastamento ou uma comissão processante contra um prefeito sob acusação de atos que ele cometeu antes de ocupar o cargo.

O requerimento foi rejeitado pelo presidente da Câmara, sob a alegação que Vilagra chegou a substituir o então prefeito dr Hélio em momentos em que, segundo o Ministério Público, já existia o esquema de corrupção.

Senadores batem boca e prometem entrar com ações por quebra de decoro

Do UOL

Um bate-boca do Senado pode virar ação por quebra de decoro no Conselho de Ética. Esta é a promessa dos dois parlamentares –Humberto Costa (PT-PE), líder do PT no Senado, e Mário Couto (PSDB-PA)– depois de agressões verbais mútuas que começaram no plenário da Casa e terminaram no restaurante que fica dentro do local, conhecido como “cafezinho”.
A confusão começou quando o senador tucano discursou acusando o PT de corrupção e classificou as sequências de denúncias nos ministérios como a “herança maldita” do governo Lula, uma vez que a presidente Dilma Rousseff está tendo problemas exatamente nas pastas de indicados pelo seu antecessor petista.

“Dizem que a Dilma está fazendo a faxina neste país. Mentira, brasileiros e brasileiras! Olhem o que a Folha de S.Paulo diz hoje, Brasil: ‘Dilma diz a aliados insatisfeitos que não fará novas demissões’. Roubem! A Dilma não vai mais demitir ninguém”, bradou Couto em seu discurso.

Em resposta, o líder petista disse que a herança do governo Lula é bendita e que uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as denúncias não é necessária já que a CGU (Controladoria Geral da União), o TCU (Tribunal de Contas da União) e a Polícia Federal investigam as supostas irregularidades. “O que se está tentando é cumprir aquela grande máxima de Goebbels, que era o ministro da propaganda de Hitler: repetir uma mentira até que ela venha a soar como verdadeira”, argumentou Costa.

Depois de seguidas tentativas de Mário Couto intervir, o líder petista no Senado perdeu a paciência e falou: “Aqui, o nosso partido [PT] já foi chamado de partido de bandidos, de vagabundos. E não há um pronunciamento da Mesa desta Casa em relação a esse tipo de prática. Ninguém aqui se levanta contra esse tipo de prática porque dizem: ‘Não, trata-se de um louco, de um débil mental’”, afirmou, referindo-se ao tucano.

No momento da troca de farpas, quem presidia a sessão era a senadora Vanessa Graziottin (PCdoB). Pouco depois, os dois saíram da sessão e foram até o “cafezinho”, onde continuaram a discutir.

Mário Couto questionou o petista: “Você me chamou de débil mental?”. E Costa respondeu: “Chamei sim. Você está achando que eu sou moleque?”. O tucano rebateu: “Não. Acho que você é safado e corrupto. Vou dizer na tribuna agora que você já respondeu processo. É por isso que você defende a corrupção”.

Costa chegou a ser segurado por assessores para não chegar ao embate corporal com Couto. Ao final, os dois prometeram entrar com ações um contra o outro por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa.

Líbia: Sarkozy convoca Brasil para reunião entre "amigos da Líbia"

Do UOL:

O presidente da França, Nicolás Sarkozy, anunciou hoje a realização de uma conferência entre países “amigos da Líbia” para 1º de setembro em Paris, com o objetivo de discutir como será a reconstrução da Líbia. O presidente também afirmou que além dos países que integram o Grupo de Contato, a conferência deve contar ainda com Brasil, China e Índia como países convidados.
“Decidimos de pleno acordo com o primeiro-ministro inglês David Cameron convocar uma grande conferência internacional para ajudar a Líbia livre de amanhã”, anunciou Sarkozy à imprensa, junto ao líder do comitê executivo do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mahmoud Jibril.
A reunião “vai além do Grupo de Contato” da Líbia, que conta com 22 países, declarou Sarkozy à imprensa. “Nossa intenção é convidar nossos amigos chineses, russos, brasileiros e indianos”, afirmou o presidente, referindo-se às nações pertencentes ao grupo composto pelas cinco maiores economias emergentes, que conta também com a África do Sul.

O encontro terá como objetivos “desbloquear os fundos líbios congelados nos bancos no exterior e de passar da fase da colaboração militar para a da colaboração civil para a reconstrução”, disse Sarkozy.
Jibril manifestou a Sarkozy seu agradecimento pela decisão em marcar a reunião e ainda observou que “a data de 1º de setembro é muito significativa para o povo líbio” porque no mesmo dia, há 42 anos, Muammar Gaddafi chegava ao poder da Líbia derrubando rei Ídris I.

Enquanto não chega a data da reunião, Sarkozy atestou que a França está “disposta a continuar nas operações militares sobre o terreno no âmbito da resolução 1973 da ONU enquanto o povo líbio estiver ameaçado e enquanto ainda houver resistência”.

Jibril, por sua vez, reafirmou que o terreno de batalha não acabou, uma vez que as forças de Gaddafi continuam a bombardear diversas cidades. “A proteção dos civis não acabou. O empenho sobre o terreno deve continuar”, defendeu o líder do CNT.

Escândalos de FHC: Dono do banco Marka sai da cadeia hoje

Cacciola está preso no Rio de Janeiro desde 2008, após ser localizado pela Interpol no Principado de MônacoProtagonista de um dos grandes escândalos do segundo governo de FHC, Salvatore Cacciola, preso em Bangu 8 desde 2008, recebeu o direito de liberdade condicional.  Seu alvará de soltura está sendo esperado ainda hoje no presídio onde cumpre pena. 
Cacciola fora condenado por peculato e gestão fraudulenta.  Sua soltura foi determinada pela juíza Natascha Maculan Adum Dazzi.
Um dos poucos condenados nos inúmeros escândalos da era tucana à frente da República no país, Salvatore Cacciola fora condenado a 13 anos de prisão.  No ano 2000, após ser preso preventivamente, foi solto por um habeas corpus do ministro do STF, primo de Collor, Marco Aurélio de Mello.  Fugiu para a Itállia e foi considerado foragido quando o STF derrubou a liminar de Marco Aurélio. 
Cacciola foi preso pela Interpol em Mônaco em 2007, sendo extratitado no ano seguinte.  No tempo em que esteve foragido na Itália, o país negou um pedido de extradição sob alegação de que o banqueiro tem cidadania italiana.
Hoje, Cacciola completa um ciclo de 12 anos, desde que o escândalo aconteceu, provando que, no que se refere a crime de banqueiros e colarinho branco, quase sempre ele compensa.

#ForaMicarla: “Inquérito dos medicamentos será prioridade”, garante delegado

Do Portal No Minuto

Recém nomeado para ocupar a Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot), o delegado Marcos Dayan afirmou ao portal Nominuto.com que “o inquérito dos medicamentos será prioridade nesse começo de trabalho”.

Ele disse que “desde a semana passada” tem conversado com o delegado Júlio Rocha, que era o titular da Deicot, mas vai ficar afastado durante três meses para integrar a Força Nacional em operação na Paraíba.

Dayan comentou que vem acompanhando o caso, mas vai se inteirar mais do inquérito policial. O delegado ressaltou que outras investigações já iniciadas na Deicot também terão toda atenção. “Estou com documentos de outros inquéritos para serem analisados e dar continuidade aos trabalhos”, afirmou.