Com os pontos nos is

Posted on 28/07/2011

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Temos por aí gente que vive um padrão e vive num padrão que não corresponde àquilo que é sua realidade.  Já falei muito deles e, inclusive, os desafiei a mostrar seus contracheques como o fiz aqui.
Todos criticamos o uso indevido de recursos públicos.  E aos inimigos de Nicolelis não faltou esse discurso quando parecia que a versão de Sidarta era a única.
Acontece que não era.
Queria saber o que dirá parte da mídia e o que dirão os inimigos declarados de Nicolelis quanto a dois dados fundamentais revelados hoje na coletiva:
1) Cada um dos cientistas recebeu R$ 500 mil para suas pesquisas.  Ou seja, são R$ 4,5 milhões de dinheiro privado conseguido por Miguel Nicolelis.  O que foi feito desse recurso?  Será que temos resultados e publicações suficientes que justifiquem esse investimento?  Além disso, Nicolelis falou que Sidarta e os demais recebiam apenas como professores da universidade, mas é dele o comentário durante a coletiva, falando sobre o ex-orientando: “Durante dez anos, apoiei sua pesquisa não só intelectualmente, mas também financeiramente quando o nomeei diretor científico desse instituto”, revelou.  O que foi feito desse apoio financeiro, que resultados trouxe e qual a relação com o salário de professor de Sidarta?
2) Sidarta disse à Folha de S. Paulo que foram retirados do IINN na segunda-feira R$ 6 milhões em equipamentos.  Nicolelis mostrou uma planilha com equipamentos cujo valor não chegava a R$ 233 mil – menos de 4% do valor alegado por Sidarta.  Ninguém vai pedir a Sidarta a comprovação do que afirmou?

É uma ética parcial mesmo em prol do assassinato de reputações?  Essas questões não serão esmiuçadas por aqueles defensores dos bons costumes que dizem adorar bater em esquerdopatas?

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