@marcelofreixo terá apoio de José Padilha

Posted on 18/09/2011

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“Tropa de Elite 2” vai virar cabo eleitoral. Pré-candidato à Prefeitura do Rio, o deputado Marcelo Freixo (PSOL), que inspirou um dos protagonistas, usará o filme para superar o pouco tempo de TV e a megacoligação do prefeito Eduardo Paes (PMDB), que busca a reeleição.
Freixo vai ter o apoio do cineasta José Padilha, diretor das duas versões de “Tropa”.
Ele vai colaborar com o programa de TV e organizar encontro com possíveis doadores. O deputado inspirou a criação do personagem Diogo Fraga, professor de história que se torna deputado e combate milícias.

O parlamentar real presidiu CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o tema, que indiciou 150 pessoas. Freixo foi o segundo candidato mais votado em 2010, com 177 mil votos. O filme foi lançado após as eleições.
Freixo anda com seguranças e não pôde fazer campanha em 2010 na zona oeste, área que concentra milícias e 40% do eleitorado da cidade. Em 2012, porém, promete ir.
“Não acredito que tentem fazer nada. Seria uma burrice. Vou querer debater na zona oeste qual o papel do poder público municipal. Se é mesmo estimular centro social de miliciano, distribuir cargos para milicianos.”
Freixo crê que o uso do filme na campanha não despolitiza a candidatura. “Não despolitiza porque o filme não é despolitizante. É um instrumento muito bom na eleição e é honesto utilizá-lo”, disse o deputado.
O cineasta Padilha vai dividir as consultas com as gravações do filme “Robocop”. “Vou organizar encontros com empresários que queiram ajudar. Mas não sou levantador de recursos”, disse.
Saia justa
A campanha colocará o cineasta numa saia justa. Ele estudou com Eduardo Paes –a quem chama de Duda– no colégio Santo Agostinho, tradicional da zona sul.
“Ele é um excelente prefeito e um cara honesto. Mas não gosto das alianças.”
Paes prepara coligação de até 18 partidos. Freixo tenta apoio do PV, de Marina Silva e de outras siglas.
Para o deputado, Paes transformou a Prefeitura do Rio num “escritório”, alijando a população pobre do desenvolvimento da cidade.
“É uma cidade cara, viabilizada para grandes negócios e inviável para as pessoas. A Olimpíada tem que ser um instrumento para torná-la mais viável.”
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