Operação Pecado Capital: Alex Medeiros e o direito de perguntar

Posted on 22/09/2011

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“- Ele botou a Sayonara, a de Saraiva?, pergunta Rychardson.– Botou, botou também… a de Expedito também, respondeu Daniel.– É… por um lado é bom, conclui Rychardson”

“LÁZARO pergunta a RYCHARDSON se pode manter a mesma petição, e RYCHARDSON diz que sim, porque ‘ELA’ trabalha pro deputado DIBSON, e RYCHARDSON pediu para DIBSON falar com o pai dela, ‘ai tudo ficou acertado'”

“RHANDSON X DICKSON ( 84 9108 5116) – DICKSON, que é amigo de BARTOLOMEU, liga para RHANDSON pedindo que o ajudasse com um carro que foi apreendido em uma blitz. DICKSON comenta que RICHARDSON estaria trabalhando no DETRAN, mas RHANDSON logo diz que na verdade quem está lá é ÉRICO. RHANDSON fala que quem deveria ter ido era ele mesmo para a vaga na coordenação de habilitações, porém por algum motivo de acerto com a Governadora e o deputado GILSON MOURA, ainda não tinha dado certo. DICKSON insistedizendo que RICHARDSON tem conhecimento dentro do DETRAN e passa a placa do Celta MYM 8858, com o intuito de que possa negociar pagando pelo menos o IPVA para retirar o carro de lá, pois o valor total estaria em mil e quinhentos reais, com multa e impostos. RHANDSON diz que vai ver o que pode ser feito e pede que ligue no outro dia para saber de alguma novidade. Em seguida DICKSON passa o telefone para BARTOLOMEU. BARTOLOMEU diz que precisa manter contato com RHANDSON, pois precisa fazer uma parceria, já que RICHARDSON anda afastado com outros compromissos. RHANDSON confirma que depois entra em contato com ele”.

“Devia todo mundo ouvir um advogado… mande ele pegar um advogado, lá de ‘Dickson’…”

Acho que as citações acima são suficientes.  Todas elas foram retiradas dos áudios divulgados pelo ministério público sobre a Operação Pecado Capital ou da própria petição apresentada.

Todos os nossos questionamentos se fundamentam nesses e em outros trechos.  Mostra que nomes são citados pelos acusados além de Gilson Moura.  Temos o direito de questionar.

Do mesmo modo temos o direito de questionar o porquê de ninguém, fora Alisson Almeida a Saraiva Sobrinho, ninguém perguntou sobre a referência a esses nomes – aos próprios e ao ministério público.  Fernando [Faria?], Lauro [Maia?], Dibson Nasser, Dickson [Nasser?], Expedito Ferreira, Saraiva Sobrinho, Gilson Moura, Érico Ferreira: por que esses nomes aparecem nas gravações?  Que relações têm com o caso?

Além do que cito acima, ainda há o caso tendo Rychardson como advogado em que atuou Saraiva Sobrinho, este ano (portanto depois de ter uma filha atuando sob direção de Rychardson no Ipem) no TJ-RN:

Apelação Cível 2010.014897-8
Origem : 001.09.015179-9 Natal/2ª Vara da Fazenda Pública
Relator: DES. SARAIVA SOBRINHO
Apelante: Estado do Rio Grande do Norte
Procuradora: Dra. Adriana Torquato da Silva (1997/RN)
Apelado: Adriano Rufino Leonez
Advogado: Dr. Rychardson de Macêdo Bernardo (4903/RN)
Distribuído por Sorteio

Agora, em nenhum momento, ao contrário do que disse o blogueiro que já ameaçou mais de uma vez me bater, citei ou falei no nome do desembargador Caio Alencar.  A única vez que falei sobre seu nome foi em minha casa, com um amigo, e o elogiamos por, apesar de ser um magistrado conservador, não ter nenhuma mácula em sua biografia.  Será que agora Alex Medeiros anda grampeando os desafetos?  Qual o sentido da nota a seguir?

 Tenho a impressão que Alex busca tergivesar, misturando as questões pertinentes à Operação Pecado Capital e a ocupação da Câmara – afinal, o desembargador Caio Alencar foi relator do episódio no TJ.

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