Aloysio Ferreira em crise com PSDB

Posted on 01/10/2011

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Asssistente pessoal de Lamarca  Marighella (erro crasso meu), fundador do PT, senador tucano por São Paulo criou uma saia justa ao criticar o fato de que ele e o ex-governador José Serra foram escanteados por propaganda na tevê.


O senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), o mais votado no Estado em 2010, aumentou ainda mais a crise vivida pelo PSDB ao usar o Twitter para criticar a direção do partido em São Paulo. Pelo microblog, Aloysio afirmou que os tucanos paulistas o alijaram da propaganda política estadual da sigla, assim como ao ex-governador José Serra.

“Há quase uma década sem representação no Senado, o PSDB paulista me ignorou na propaganda política que está no ar”, escreveu o senador por volta de 11 horas de ontem. Em seguida, Aloysio afirmou: “Resolvi passar recibo publicamente porque sequer fui consultado a esse respeito (da propaganda)”.

Ele escreveu ainda que o ex-governador José Serra foi menosprezado pela direção tucana de São Paulo: “A propaganda do PSDB ignora também o líder político com a trajetória e o prestígio popular de José Serra”. Logo em seguida, fez uma ironia com o partido: “Vamos bem assim…”.

A manifestação do senador ocorreu justamente quando sete dos oito governadores do PSDB estavam reunidos em Goiânia para tratar de estratégias de atuação regional e nacional (só não compareceu o governador do Pará, Simão Jatene) já visando as eleições municipais do ano que vem e a presidencial de 2014.

Um pouco mais tarde, Aloysio voltou ao Twitter para responder aos que achavam que ele poderia estar se preparando para sair do PSDB. Disse que estão totalmente enganados os que pensam assim. “Aos que insinuaram que deixarei o PSDB, digo: daqui não saio, daqui ninguém me tira. Meu estilo foi contra uma decisão circunstancial da direção estadual do meu partido. Não está em jogo nenhuma oposição de princípio.” Aloysio informou que só se manifestaria pelo microblog, na internet, recusando-se a pôr mais lenha na polêmica. O presidente do PSDB de São Paulo, deputado estadual Pedro Tobias, não comentou as declarações de Aloysio. Serra também preferiu não comentar. Sua assessoria informou que ele não iria se manifestar.

O PSDB permanece dividido em duas alas. Uma, comandada por Serra, outra pelo senador Aécio Neves (MG), pelo governador Geraldo Alckmin e pelo presidente do partido, deputado Sérgio Guerra (PE). Aloysio não está ligado organicamente a nenhuma delas.

A briga interna no PSDB tem por alvo as eleições municipal de 2012 e presidencial de 2014. A ala contrária a Serra defende a candidatura de Bruno Covas, neto do governador Mário Covas, à Prefeitura de São Paulo. E insinua que o outro lado faz de tudo para impedir que a candidatura de Bruno prospere.

Quanto à eleição presidencial, Aécio Neves lançou-se candidato a presidente em 2014 nesta semana, sem esperar por qualquer manifestação de Serra nesse sentido. Do outro lado, levanta-se a suspeita de que uma pesquisa feita pelo sociólogo Antonio Lavareda visou unicamente a bombardear quaisquer pretensões eleitorais que Serra possa ter daqui para a frente. A pesquisa teria sido desfavorável ao ex-governador.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que encomendou a pesquisa, afirmou não saber as razões que levaram Aloysio a se revoltar contra a direção do partido por causa da propaganda eleitoral de São Paulo. “Desconheço as razões dele. Mas na propaganda nacional, que vai ao ar na semana que vem, lideranças como o governador José Serra terão seu espaço”, disse. Aloysio continuará fora. “Da Câmara e do Senado só aparecerão os líderes”, afirmou o presidente do PSDB.

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