Folha, o jornal da Ditabranda, transforma militância em patrulha

Posted on 18/10/2011

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O PT vai montar uma “patrulha virtual” e treinar militantes para fazer propaganda e criticar a mídia em sites de notícias e redes sociais como Twitter e Facebook. 

Na Folha de São Paulo de hoje

As últimas eleições e os últimos movimentos políticos e sociais no Brasil e no mundo têm sido decisivamente determinados pelas ações e militância nas redes sociais. 
Diante de um cenário assim é de se imaginar – não só no país, como no mundo; não só na esquerda, como na direita -, que partidos políticos e militantes procurem discutir estratégias e táticas de ação no ambiente virtual.  A disputa por opinião pública, para além da mídia tradicional, passa pelas redes sociais como twitter e facebook, e pelos blogs.  Já foi essa a realidade até certo ponto decisiva nas eleições de 2010.  É de se esperar que haja fenômeno semelhante nas eleições de 2012.  De agora em diante a influência da Internet no processo político e eleitoral serão cada vez mais decisivas.
Isso é um ponto tranquilo.  O que me horroriza é a tentativa de um jornal como a Folha de São Paulo, supostamente um defensor das liberdades democráticas e da liberdade de expressão, publicar uma matéria como a de hoje que ataca e tenta desqualificar o movimento de Militância em Ambientes Virtuais que está sendo construído pelo Partido dos Trabalhadores por todo país. 
É proibido fazer militância na Internet?  Ou ela só é permitida quando for para atacar o governo?  É proibido ou anti-democrático um partido organizar sua ação política nas redes sociais?
Ou será que só será permitida a organização, apócrifa, de centrais de boatos, o envio de spams? 
Será que a Folha não entendeu que quem publiciza opinião e quem dá notícias ao público se expõe ao debate, também público, que, atualmente, é feito com uma relevância cada vez mais decisiva em espaços como o twitter?  Quem critica não pode ser criticado?
Parece, com essa matéria, que a Folha padece do mesmo pecado que muitos analistas, sociólogos e até forças políticas padecem com respeito à ação política e social nos tempos da cibercultura: a não-compreensão que os parâmetros de atuação nesse contexto contemporâneo diferem do mundo regido pela mídia tradicional.  A Folha e outros veículos serão cada vez mais postos em xeque – e não apenas mais isoladamente. 
Talvez eles já tenham percebido isso e achem que seja possível adotar uma postura de enfrentamento.  Imagino que esse venha a ser um engano fatal.

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