Situação da UnP perturba a noite em Natal

Posted on 18/10/2011

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Fui dormir tarde ontem, mas já passava da uma da manhã quando fui acordado, assustado, por um buzinaço nas proximidades de meu apartamento, aqui no centro de Natal.
Minhas suspeitas foram, agora há pouco, confirmadas.  O buzinaço era parte da comemoração da chapa de situação na eleição do DCE da Universidade Potiguar.  A eleição está suspensa por decisão do juiz Geomar Brito Medeiros, que estabeleceu uma multa de R$ 10 mil caso a Comissão Eleitoral e a Direção atual descumprisse a ordem de paralisação.  Há uma audiência marcada para segunda-feira, 24, às 9h da manhã.  O presidente do DCE e o presidente da Comissão Eleitoral não foram encontrados pelo Oficial de Justiça.

O comportamento de desrespeitar a decisão judicial já conota uma postura anti-ética e inadequada por parte dos dirigentes do DCE.  O buzinaço aponta para uma postura criminosa.  O grupo terminou indo fazer bagunça nos endereços dos membros da oposição.  Após ter ligado para vários deles pouco depois da meia-noite.  Um dos números que ligou para Renato Pontes, do Acorda UnP, era um fixo registrado em nome de uma empresa: COPALA.  “Gravei as duas ligações… Estarão amanhã na mesa do juiz também”, disse Renato.
Além disso, os que fizeram o buzinaço foram até seu prédio – e de outros membros da oposição.  Passava da uma da manhã.  “As câmeras de segurança registraram cada rostinho bonito na frente do prédio”, disse.  Respondendo à minha pergunta sobre se o buzinaço teria a ver com a eleição ilegal da UnP, Renato disse que “passaram buzinando em frente a casa de vários membros da oposição, proferindo xingamentos e fazendo baderna”.
Denis Izac destacou, pelo twitter, que “é ridiculo a gente ter que ir bater na plantão da zona sul porque um bando de marginais vem pertubando a ordem em várias regioes da cidade”.
Há algo muito sério a ser escondido e muito poder a ser mantido para justificar a realização de uma eleição ilegal para DCE, descumprindo ordem judicial e representando o pagamento de uma multa elevada para os descumpridores.  Além de tudo, para valer o risco de uma intervenção judicial na instituição.  Deve haver muitas caveiras escondidas nesses armários para que a situação finja que não viu a decisão do juiz, que advertiu os atuais dirigentes do DCE/UnP e da Comissão Eleitoral que acaso os mesmos se furtem de dar cumprimento ao que determinado ou, de outra forma, não compareçam à audiência aqui aprazada, quando regularmente notificados, tais atos serão interpretados como tumultuários, ou seja, praticados com o intuito de verem-se perpetuados à frente das entidades/órgãos, podendo o Juízo, convicto dessas manobras, decretar a intervenção no DCE/UnP.  
Será que Klaus Araújo e Daniel Bandeiras esperam mesmo que haja uma intervenção judicial no DCE da UnP?  Desejam isso?

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