#OcupaUSP: "Mesmo no momento em que todos os estudantes estavam sentados de cabeça baixa, por ordem dos próprios policias, só se escutava barulho de estilhaços de coisas"

Posted on 09/11/2011

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Depois do que vimos acontecer com o #ForaMicarla e a Ocupação da Câmara, como já tinha falado antes, não duvido da versão apresentada pelos estudantes que ocupavam a reitoria da USP


Do UOL

Apesar da acusação formal de depredação do patrimônio público, os estudantes que ocuparam a reitoria da USP (Universidade de São Paulo) por seis dias afirmaram não ter destruído o prédio. A destruição, segundo eles, foi feita pelos próprios policiais, durante a reintegração de posse realizada na madrugada da última terça-feira (8).

“Diferentemente da ocupação de 2007, neste ano, nós montamos uma equipe de segurança para garantir a integridade física do local”, conta Pedro dos Santos, 27, estudante de Geografia. A ocupação, de acordo com ele, foi restrita ao térreo do prédio. “Os demais ambientes do prédio ficaram fechados durante todo o tempo, juntamente com todos os documentos da reitoria.”Mesmo diante da preocupação com o local, os estudantes assumem a responsabilidade de terem quebrado um dos portões do prédio – por onde eles invadiram o local, bem como pelas câmeras de segurança do térreo. “Medida para mantermos a segurança daqueles que aderiram ao movimento”, apontou uma das estudantes detidas, que preferiu não divulgar o nome.

Os alunos também relatam ser responsáveis pelas pichações. “Todas mensagens políticas que integram o objetivo do movimento”, diz Bruno, 25, estudante de Letras – que preferiu não ter o seu sobrenome divulgado.

Os demais danos no prédio, segundo Santos, são de autoria da própria polícia. “Além de terem quebrado portas e janelas ao entrarem no local, os policiais quebraram tudo. Até mesmo no momento em que todos os estudantes estavam sentados de cabeça baixa, por ordem dos próprios policias, só se escutava barulho de estilhaços de coisas”, conta o aluno de Geografia.

Os estudantes também negaram a existência dos coquetéis, que, segundo os policiais, foram encontrados durante a revista do local. “Certeza que esses possíveis coquetéis foram implantados, até porque não houve nenhuma decisão coletiva para uso desse ou de qualquer outro explosivo”, enfatiza João Denardi Machado, 20, estudante de História, que confirma apenas a existência de fogos de artifício. “Uma medida que recorremos para a comunicação, caso houvesse a ação policial.”

Edvaldo Faria, coordenador da Central de Flagrantes da 3ª Delegacia da Seccional Oeste, negou as acusações de que os estudantes estão sofrendo perseguição política.

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