Operação Sinal Fechado: Cinco empresas auxiliavam Olímpio

Posted on 26/11/2011

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Cinco empresas ligadas diretamente a George Anderson Olímpio da Silveira eram utilizadas como ferramentas para concretizar as supostas fraudes no Departamento de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN). Olímpio é apontado como líder de uma organização criminosa que envolvida políticos, ex-diretores e empresários distribuídos pelo país. Em três grandes fraudes apontadas pelo Ministério Público Estadual, as empresas de Olímpio serviam para acobertar ações supostamente ilícitas e cobrar taxas abusivas da população.A GO Desenvolvimento de Negócios, a DJLG Serviços de Administração e Gerenciamento e a MBMO Locação de Softwares e Equipamentos tinham como sócio majoritário George Olímpio. Além dessas, contou ainda com o Instituto de Registradores de Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas do Rio Grande do Norte (IRTDPJ/RN), – extinto desde o ano passado.
A empresas foram aproveitadas em momentos distintos para supostas fraudes diversificadas. Ainda em 2008, utilizou a IRTDPJ para cobrar taxas abusivas e ilegais de proprietários de veículos que registravam contrato de financiamento de veículo. Após o fim do contrato e extinção do IRTDPJ, o esquema investigado passou a ser realizado pela Planet Business Ltda.

Ocorre que a Planet Business é uma empresa paranaense que não chegou a se instalar na cidade. A investigação apontou que Olímpio celebrou contrato de gaveta e passou novamente a administrar o negócio de registro de contratos de veículos através de outras empresas em que era sócio majoritário.

A petição do MP é clara neste ponto. “Esta empresa Planet Business sequer se instalou no Rio Grande do Norte inicialmente, tendo, em verdade, apenas ‘emprestado’ o seu CNPJ para que George Anderson Olímpio da Silveira (…) pudesse realizar o serviço de registro para o Detran/RN”.

Estas empresas são a MBMO Locação de Softwares e a DJLG Serviços de Administração. Sendo assim, o MP apontou que não tardou a George Olímpio recuperar o lucrativo negócio de registro de veículos, de forma supostamente ilegal através de “contratos de gaveta”.

Lobistas

A investigação dos promotores de Justiça do Defesa do Patrimônio Público apontaram envolvimento de políticos e pessoas classificadas como “lobistas” para o suposto esquema fraudulento alcançar o sucesso. Um desses lobistas é Alcides Fernandes Barbosa, detido desde a quinta-feira passada em São Paulo.

Conforme informado na petição do MP, Alcides Barbosa recebia vantagem financeira para agir em interesse do Consórcio Inspar. O lobista paulista teria pago uma quantia para empresas de São Paulo e do Rio de Janeiro desistirem da concorrência da inspeção veicular ambiental no Rio Grande do Norte.

O suplente de senador João Faustino Ferreira Neto e o empresário Marcus Vinícius Saldanha Procópio também são apontados como agentes ativos dos interesses de George Olímpio. Faustino e Saldanha teriam recebido dinheiro desde a época da negociata relativa à taxa de registro de contrato de financiamento de veículos.

Patrimônio

O patrimônio do suposto líder da organização criminosa, George Anderson Olímpio da Silveira, foi multiplicado mais de cem vezes em um intervalo menor que quatro anos. No ano de 2008, Olímpio possuía um patrimônio aproximado de R$ 81 mil. Menos de quatro anos depois, o empresário já possui quase R$ 10 milhões. As informações foram alcançadas após a quebra de sigilo bancário autorizado pela Justiça.

O crescimento chama atenção justamente no intervalo de tempo investigado pelo Ministério Público Estadual. Em 2009, Olímpio já saltava de R$ 89 mil para R$ 989 mil. No ano seguinte, a conta bancária alcançava a marca dos milhões: R$ 4 milhões foram constatados. Por fim, em 2011, a quantia estava perto de atingir os R$ 10 milhões.

As informações foram repassadas pelo promotor de Justiça da Defesa do Patrimônio Público, Eudo Rodrigues Leite. O Ministério Público ainda investiga a quantidade de dinheiro que serviu como “propina” supostamente distribuída a políticos e “lobistas”.

Ainda conforme informações alcançadas através da quebra do sigilo bancário, George Olímpio sacou em espécie mais de R$ 1,5 milhão durante o ano de 2010. Para o promotor de Justiça Eudo Leite, o dinheiro possivelmente serviria para corromper os agentes público em favor dos empresários.

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