O traidor e meu pai

Posted on 27/11/2011

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“Um exemplo: em 26 de novembro de 1969, os espiões descobriram que o militante Salathiel Teixeira Rolim viajara do Rio para São Paulo e Curitiba num carro modelo JK, verde, placas GB Z0 5575. Ex-integrante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Salathiel entrou para o radical PCBR no fim da década de 1960. Depois de rastreado pelo Cenimar, foi preso em janeiro de 1970. Torturado, deu informações que, na avaliação de antigos aliados, contribuíram para a captura de dirigentes do PCBR. Em 1973, depois de sair da cadeia, Salathiel foi morto por militantes do PCBR, sob a acusação de que traíra o partido na prisão.”

Logo que li esta matéria da Época fiquei me perguntando sobre as relações entre tais fatos e a ida de meu pai para a clandestinidade.
Rubens Lemos era uma liderança do PCBR e foi em 70 que ele precisou fugir por se saber perseguido pela Repressão. Coincide com a data da prisão de Salathiel, sua “traição” e justiçamento.
Queria saber se alguém mais falará sobre essas informações aqui em Natal.

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Posted in: PCBR, Rubens Lemos