Operação Sinal Fechado: Alguns nomes que se repetem

Posted on 27/11/2011

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George Olímpio

Não é apenas a referência a músicas de Paulinho da Viola que unem as duas mais recentes operações realizadas pela promotoria de defesa do patrimônio público do RN.  Alguns nomes se repetem nas interceptações telefônicas e mesmo nas denúncias.

1) Os nomes dos desembargadores Saraiva Sobrinho e Expedito Ferreira.  O primeiro não é citado tão diretamente na Operação Sinal Fechado.  No entanto, ele demonstrou proximidade com o caso.  Primeiro, Edson Faustino, investigado e filho do preso João Faustino, é seu assessor jurídico.  Nessa condição, deferiu uma liminar em favor da organização criminosa do INSPAR em abril passado.
Depois, quando assumiu o TRE, além de levar consigo Edson Faustino, nomeou o genro de João Faustino, Marcus Procópio, como coordenador de patrimônio.  Marcus também é um dos acusados na Operação Sinal Fechado.
Já Expedito Ferreira aparece mais diretamente sendo citado em algumas interceptações telefônicas.  Mais claramente aqui fica evidenciado que ambos, ele e o filho Érico, conheceram a organização, o esquema de fraude, mas não o denunciaram, parecendo interessados em participar.  Faz sentido, uma vez que Érico Ferreira é o atual diretor-geral do Detran.

2) O nome de Lauro Maia.  Enquanto nas gravações da Operação Pecado Capital os acusados falavam sobre os fantasmas de Lauro e Fernando, no caso da Operação Sinal Fechado Lauro figura claramente como “testa de ferro” da mãe, a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), sendo acusado de receber propina da organização criminosa.
Destaque-se que nos mais recentes escândalos de corrupção do RN o nome de Lauro sempre esteve presente.

Por fim, há uma informação que ainda não vi em nenhum lugar.  Alguém já falou que George Olímpio, chefe da quadrilha, é primo de Sânzia Olímpio Davim, esposa do senador Paulo Davim (PV), suplente do ministro Garibaldi Filho (PMDB)?  Que Marluce, sua tia, é sogra de Paulo? Por quê?

Tenho a impressão que os promotores vêem mais coisas relacionadas que conseguimos perceber.  A adoção de nomes com músicas de Paulinho da Viola talvez seja uma senha de que se trata, na verdade, de uma única e grande investigação – uma operação Mãos Limpas potiguares.

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