Operação Sinal Fechado: Desembargadores incomodados, diz jornalista

Posted on 02/12/2011

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Por acaso li o blog de Roberto Guedes agora.  Com postagem de ontem. Que parece dirigida, entre outros, a mim. 

Alguns integrantes do Tribunal de Justiça estão altamente incomodados em decorrência do vazamento, na blogosfera e nos jornais natalenses, de informações referentes às prisões realizadas durante a operação “Sinal Fechado”, através das quais o ministério público estadual investiga irregularidades e prevaricações supostamente cometidas no processo que levou o governo potiguar a contratar com o consórcio Inspar o serviço de inspeção ambiental sobre veículos automotores que trafegam neste território.

Irritam-nos especificamente informações relativas ao envolvimento de um dos presos com três desembargadores. Cheques antigos dos três magistrados teriam sido encontrados num cofre que a policia federal apreendeu quinta-feira passada, cumprindo mandado de busca e apreensão, na sede da construtora Montana, controlada pelo empresário Gilmar Lopes. Os papéis têm ensejado as mais diversas especulações sobre as respectivas origens e têm levado muitos cidadãos à conclusão de acumpliciamento entre desembargadores e autores de falcatruas.
A situação se complicou depois que espaços da blogosfera passaram a divulgar trechos de conversas entre participantes do esquema supostamente gravados pelo ministério público, na forma da lei, porque alguns mencionam prenomes que, por coincidência, alimentam a idéia de intimidade entre os envolvidos e magistrados.
Eles gostariam que os promotores responsáveis pelas investigações e pelas prisões divulgassem oficialmente lista completa de envolvidos, direta ou indiretamente, com as ilicitudes, a fim de assim mostrar a lisura de todo o tibunal. “Do jeito que está, o noticiário sobre a ‘Sinal Fechado’ lança suspeitas sobre todos os quinze atuais integrantes da corte”, declarou um desembargador, mantendo-se no anonimato para reforçar a sua e a distância dos colegas em relação aos presos.
Ele gostaria que na hipótese de a Procuradoria Geral de Justiça não agir neste sentido, caberá ao próprio Tribunal fazê-lo. Seria o caso de a presidente da corte desembargadora Judite Monte, reunir os demais integrantes, examinarem a questão e se pronunciarem oficialmente a respeito.

Os trechos de conversas publicados, Roberto saberia se tivesse lido a petição,não foram “supostamente gravados pelo ministério público”; estão nos documentos que foram tornados públicos por ocasião da Operação Sinal Fechado.  Nenhum blogueiro inventou nada. 
Não era Roberto que dizia que perguntar não ofende?  Pois então, Roberto, perguntar não ofende:  você leu os documentos do Ministério Público?

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