Operação Sinal Fechado: Suposta "Operação Bicicleta" leva @peresfilho a instaurar inquérito civil contra a Delphi

Posted on 13/12/2011

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Está no Diário Oficial.  A partir de uma denúncia da advogada e engenheira Ieda Maria Melo Cortez, controller geral dos escritórios no Brasil e em Portugal do Prof. Esequias Pegado Cortez Consultoria e Advocacia, José Augusto Peres, promotor de defesa do consumidor, instaurou um inquérito civil público contra a Delphi Engenharia.  O documento está datado de 10 de outubro passado.O promotor esclarece que o Inquérito Civil não tem relação com a Operação Sinal Fechado.  “Quando instaurei o IC da Delphi não vi nenhuma relação com a Sinal Fechado, até porque eu nem sabia da Operação.  E ainda não vi relação”, disse.

INQUÉRITO CIVIL Nº 06.2011.000016-1

COMARCA DE NATAL  O 24° Promotor de Justiça da Comarca de Natal RESOLVE instaurar INQUÉRITO CIVIL, nos seguintes termos:
FATO: Conforme reclamação apresentada pela Sra. Ieda Maria Melo Cortez, a empresa Delphi Engenharia estaria se dedicando à utilização de método denominado “operação bicicleta”, visando manter-se no mercado através de vendas de unidades imobiliárias para entrega futura e que, por falta de capital de giro e administração, apenas estaria adiando a “quebra” da empresa.

FUNDAMENTO LEGAL: art. 6°, inciso IV, 37º, § 1º e 51, IV da Lei 8.078/90 e art. 2º, IX, da Lei nº 1.521/51.

PESSOA FÍSICA OU JURÍDICA A QUEM O FATO É ATRIBUÍDO: Delphi Engenharia.

RECLAMANTE: Ieda Maria Melo Cortez

DILIGÊNCIAS INICIAIS:

Notifique-se a Reclamada para apresentar informações no prazo de 10 (dez) dias.

OUTRAS PROVIDÊNCIAS: Publique-se a presente portaria.

Natal, 10 de outubro de 2011

JOSÉ AUGUSTO PERES FILHO

24º PROMOTOR DE JUSTIÇA DE DEFESA DO CONSUMIDOR

Dono da Delphi, Eduardo Patrício era cunhado de George Olímpio, denunciado como líder da organização que foi desbaratada pela Operação Sinal Fechado.  O próprio Eduardo foi denunciado pelos promotores de defesa do patrimônio público.  Entre outros fatos apurados pelo MP, estava um empréstimo de R$ 140 mil, em três parcelas, feito por George ao cunhado no ano passado.  O dinheiro, segundo suspeita o MP, entrou na campanha ao Senado da ex-governadora Wilma de Faria (PSB) através de uma doação feita pela Delphi.
A investigação a ser realizada pelo MP diz respeito à suspeita de que, descapitalizada, a Delphi vende imóveis na planta, para entrega futura, utilizando a verba para as obras – adiando uma inevitável falência da empresa.

Diversas ações existem na justiça estadual tendo a Delphi como ré.  Ricardo Rosado destacou algumas nestes posts.  Um dos maiores problemas?  Porto Brasil, que apareceu na Operação Sinal Fechado por ser residência de João Faustino.

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