Operação Sinal Fechado: MP teria representado contra desembargador no CNJ

Posted on 19/12/2011

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A Operação Sinal Fechado ainda guarda muitos segredos. Entre os papéis apreendidos na busca e apreensão do dia 24 de novembro, este blog recebeu informação de que foram encontrados documentos que comprovariam ilícitos cometidos no âmbito do Tribunal de Justiça. Teriam sido descobertas evidências de que a organização criminosa havia oferecido vantagens indevidas – a famosa propina -, para que o desembargador Saraiva Sobrinho deferisse o deslocamento da investigação e da ação para a Justiça Federal. A esta altura, o Ministério Público do RN já deve ter ajuízado representação contra o desembargador no âmbito do Conselho Nacional de Justiça.
Publicamos em outubro esta carta, repleta de denúncias contra Saraiva. 

Edson Faustino é o último à esquerda do presidente do TRE, Saraiva Sobrinho

Saraiva é aquele cuja filha, Sayonara, constava na lista de servidores suspeitos de serem fantasmas no IPEM, denunciados na Operação Pecado Capital. Era ele, também, quem tinha como assessor jurídico Edson Faustino, filho do suplente de senador João Faustino, e que nomeou o genro de João, Marcus Procópio, como coordenador de patrimônio da corte que atualmente preside, o TRE. Marcus, Edson e João Faustino estão no grupo de 34 já denunciados.

O blog também recebeu informações de que, nos últimos dias, promotores foram entregar pessoalmente, na Procuradoria Geral da República documentos que incriminam personalidades políticas do RN que possuem prerrogativa de foro. A informação é que interceptações telefônicas e até depoimentos prestados pelos denunciados implicaram pelo menos um senador da República nos atos delituosos. Um dos denunciados teria dito que o senador recebera algo em torno de R$ 1 milhão do esquema.

Imagino que, em virtude do sigilo das informações mantido pela juíza do caso, o MP não confirmaria – ou negaria – as informações publicadas acima.

Independente disso, tomar conhecimento de informações assim, para além das descobertas mais recentes (sobre, por exemplo, o envolvimento do PSDB com o caso do Inspar), me faz ter certeza de que estamos passando por um momento de dimensões históricas no cenário político potiguar – e até nacional. Uma verdadeira Operação Mãos Limpas no Rio Grande do Norte. Há muito lugar no ônibus e muitos nomes, eu acredito, ainda vão ser arrolados nessa investigação.

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