Carta Aberta ao Dr. Kalazans Bezerra, Secretário Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo

Sobre a liberação do “espigão” em Ponta Negra

A notícia da liberação da construção do edifício Costa Brasilis em Ponta Negra deixou-me com um profundo sentimento de frustração. Isso porque, desde a revisão do Plano Diretor de Natal, em 2007, aguardamos a regulamentação da AEIS – Área Especial de Interesse Social e do Plano Setorial do Bairro, medidas aprovadas naquela revisão e que ainda estão pendentes. Aliás, regulamentação essa objeto de Moção aprovada na 4ª Conferência das Cidades, na qual  V.Excia. era parte da Mesa Diretora. Durante esse período, procuramos os Departamentos de Arquitetura e Urbanismo e de Geografia da UFRN para nos ajudar na elaboração e estamos nesse momento com a proposta construída para levarmos à discussão.  

 

O terreno para a construção do edifício Costa Brasilis está encravado dentro da AEIS.

 

Em 2009, por ocasião das discussões da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, o nosso bairro foi escolhido pelo GGI-E – Gabinete de Gestão Integrada – Estadual, para desenvolver um projeto piloto de políticas públicas de segurança, projeto esse que está sendo elaborado pela comunidade junto com a UFRN num programa de extensão multidisciplinar. Algumas ações já estão em andamento, como as já citadas dos Departamentos de Arquitetura e Urbanismo e de Geografia bem como o Encantos da Vila, do Departamento de Artes e o “Rendeiras” e “Jangadeiros” do Departamento de Engenharia de Produção. Outras (em especial pesquisas sobre violência dos Departamentos de Serviço Social e Geografia), dependem de convênio a ser firmado entre a Universidade Federal e a Secretaria Estadual de Segurança e Defesa Social para que se tenha acesso aos recursos do PRONASCI – Programa Nacional de Segurança com Cidadania.

 

A escolha do bairro fundamenta-se em dados bastante conhecidos de todos como é a questão das drogas ilícitas, em especial o crack, com todas as suas nuances, do tráfico à dependência, do turismo sexuale da prostituição infanto-juvenil, questões essas facilitadas pela ausência do Estado no bairro. Essa ausência traduzida na carência aguda e mesmo na falta dos serviços básicos de saúde, educação, assistência social, etc. gera na população uma total falta de perspectivas quanto ao futuro. Por outro lado, o bairro está organizado em movimentos sociais independentes, capazes de dialogar e contribuir para a busca de soluções e a construção de uma cidade melhor para todos.

 

Dentre as ações propostas – saúde, com a implantação de equipes do PSF; educação, com a construção de uma Escola de tempo integral e de equipamentos esportivos; cultura, com grupos de teatro e música; com cinema, etc. –  está a intervenção urbanística para alteração de alguns espaços com vistas a melhorar a segurança do local, a exemplo do que foi feito em Bogotá, na Colômbia, que é o caso mais conhecido desse tipo de política pública. Aqui em Natal temos exemplos desse tipo de intervenção no Largo da Ribeira (em frente ao Teatro Alberto Maranhão), na Praça Por do Sol (Canto do Mangue) nas Rocas, e outros. Uma das nossas sugestões aqui, e que já conta com estudos e projetos elaborados pelo Departamento de Arquitetura da UFRN, é criar um espaço em volta da Igreja Católica (onde fica o terminal dos ônibus), o qual contaria com terminal turístico, local para a realização de shows e eventos, museu com a história do bairro e lojas para a venda do artesanato local, como a produção das rendeiras, por exemplo.

 

Sou católica praticante e militante (Movimento dos Focolares) e freqüento as missas na Capelinha de São João Batista. Aos domingos a Capela fica lotada de turistas que estão nos hotéis aqui perto. Após as missas, famílias inteiras, muitos jovens, geralmente ficam conversando na pracinha em frente, tirando fotografias e procurando algo mais para fazer. Esse espaço que propomos viria atender a essas expectativas.

 

Ao longo desses três anos, conversamos, reunimos (o movimento se chama Filhos de Ponta) e conseguimos conciliar os interesses de agentes tão diversos como os empresários integrantes da Amepontanegra com os de Dona Albaniza, moradora da Rua das Marianas e ver que, embora diferentes, eles não são conflitantes, e sim fazem parte da diversidade de Ponta Negra, um bairro tão belo quanto complexo socialmente.

 

Sinto-me pois,  com um profundo sentimento de frustração diante dessa decisão.

Talvez uma das lições que Thomas Hobbes nos legou, positiva e aplicável ao mundo de hoje, é que a existência do Estado se justifica para evitar a guerra de todos contra todos. Essa é uma lição que, nesse caso, parece que os senhores/as não aprenderam. Tomaram o partido dos mais fortes, dos detentores do poder econômico, em detrimento dos mais fracos: os excluídos econômica-social e politicamente, reafirmando o status quo de um modelo de sociedade que dizem querer mudar.

 

O interesse social subjugado aos interesses privados de construtoras dentro da lógica perversa do modelo econômico no qual as pessoas são números e o desenvolvimento confundido com o aumento do PIB (lucro privado+acúmulo de capital+concentração de renda).

Nesse sentido é esclarecedor o artigo de Jaime Lucas na Revista Cidade Nova de Janeiro de 2010 intitulado O Problema (e a solução) somos nós:


 

 Um bom exemplo da insustentabilidade ambiental, social e econômica desse modelo é o Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede o crescimento econômico, tão caro às políticas governamentais de todo o mundo.

O PIB não passa da soma dos bens e serviços comercializados sem distinção alguma entre os que são benéficos ou não para a sociedadeO que faz com que os gastos de um país com catástrofes, acidentes, controle da poluição, combate à crimininalidade ou até mesmo com a guerra tenhamtanta importância quanto os investimentos em saúde pública, educação ou transporte coletivo.

Nessa conta não entra o custo ambiental dos recursos retirados da natureza. “Ou seja, o PIB não foi inventado para medir progresso, bem-estar ou qualidade de vida, mas tão somente para medir, de forma muito grosseira, o crescimento da produção mercantil“, afirma o economista José Eli da Veiga, professor da FEA-USP, em seu livro “Mundo em Transe: Do aquecimento global ao ecodesenvolvimento”, lançado no início de dezembro de 2009”.

 

Nos processos de retirada de favelas em Ponta Negra, pessoas foram “arrancadas” daqui, ou seja, do local onde construíram sua história e “colocadas” longe, lá onde alguém do Estado “entendeu” que seria melhor para elas – quando na verdade foi o lugar mais barato que a Prefeitura ou o Governo do Estado encontrou para construir as “casinhas”. Hoje encontramos essas pessoas de volta ao bairro, dormindo nas casas de amigos ou parentes que conseguiram ficar por aqui ou mesmo na rua, em busca de meios de sobrevivência porque não encontraram no lugar para onde foram “mandadas”.

Nesse momento, construir um edifício naquele espaço é um ato de violência que “quebra” todo o ritmo da vida na Vila.   É uma decisão que sinaliza não na direção da regulamentação da AEIS, que fixaria a população que aqui reside e que deu origem ao lugar, mas no sentido inverso, na expulsão dessa população.


Fraternalmente,


Maria das Neves Valentim (Nevinha)

Membro do Movimento Filhos de Ponta

.  Membro do MPPU – Movimento Político pela Unidade

.  Vice presidente da ASSUSSA Ponta Negra

. Articuladora do MPPE – Movimento Permanente pela Ética (Comitê 9840 +Fórum Natal Cidade                                                                                                   Sustentável+MARCCO)   

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Pausa para o futebol: planos para o ABC

Todo mundo discute o que fazer dos clubes do Rio Grande do Norte.  Eu me preocupo com o ABC.  Sou abecedista.  E andei passando numa proposta, antes mesmo que aparecesse essa ideia de cotizar os direitos federativos dos jogadores do clube.

Acho que a solução para a situação passa pelo seguinte:

1. Transformação em clube-empresa – ou criação de uma empresa à parte do clube, como é o caso do Vitória da Bahia. 

2. Abertura de capital desta empresa, numa proporção mais ou menos assim: o clube fica com 50% das ações ordinárias e preferenciais; empresários-conselheiros adquiririam pelo menos 20% e o restante (30%) iriam para o mercado.  Os abecedistas poderiam, além de ajudar o clube, realizar um investimento.  O Banco do Brasil poderia ser procurado para ser responsável pela carteira de ações do clube.  Melhor maneira de capitalizar o clube, sem explorar os torcedores e sem depender de suas doações – cada um ajudaria o time e, ainda, faria um investimento;

3. Profissionalização da administração da empresa: fim do Conselho Deliberativo e constituição de assembleia de acionistas, conselho de administração, diretoria (profissionalizada) e presidência (profissionalizada).  O Conselho de Administração seria remunerado com um salário-mínimo por mês, mas os diretores e presidente seriam remunerados como executivos de uma empresa do porte que essa ABC FC S.A. são remunerados em nosso mercado;

4. Contratação de uma empresa para realização de um plano de comunicação e marketing para o ABC a fim de que o time tenha verba suficiente a partir de patrocínios, garantindo o retorno devido aos patrocinadores.  Uma empresa de comunicação poderia construir a melhor maneira de vender a marca ABC para que a iniciativa privada se interessasse em patrocinar o time.  Em suma: é necessário uma gestão profissional, eficiente e rendável da comunicação, do marketing e da marca ABC.

5. Profissionalização de todas as atividades administrativas do ABC;

6. Enfocar a maior parte do investimento nas categorias de base do clube.  A manutenção do time profissional é custeio, não investimento.  Com o time capitalizado é possível aumentar a sua verba de custeio;

7.  A venda de espaços nas cadeiras cativas e os projetos de sócio-torcedor seriam geridos de forma separada, talvez com um diretoria específica de patrimônio.

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O labirinto da oposição

Lula é um político muito inteligente.  Não que já não tenha cometido erros – alguns bastante sérios.  Mas sua sagacidade é inquestionável. 

Na questão referente ao regime de urgência do marco regulatório do pré-sal, ele está dando uma corda enorme para a oposição que terminará por se enforcar.  Lula estica a corda, anunciando que não abrirá mão do regime de urgência que obriga o congresso a discutir e votar os quatro projetos de lei do marco regulatório em, no máximo, 90 dias.  A oposição esperneia, atônita.  Reage, anunciando obstrução.  Devem estar cientes de que, assim, aumentam o poder do discurso do presidente e sua candidata, a ministra Dilma Rousseff.  Sobra-lhes a pecha de prejudicar o Brasil de hoje, não votando questões importantes para este momento histórico, e o Brasil do futuro, recusando-se sequer a discutir o pré-sal.

Eles sabem que sairão prejudicados nessa questão.  Perderão, no discurso.  Serão reconhecidos como anti-nacionais.  Municiarão os canhões do governo – afinal, se não é o interesse do país e da Petrobras que eles defendem, é o de quem?  Mas eles estão amarrados.  A alternativa é uma capitulação.  É admitir a correção dos passos dados pelo governo.  É dar-lhe a mão e começar a discussão política dos projetos.  Ou seja, é avalizar positivamente o presidente Lula. 

É duro ser oposição neste momento histórico.  É abraçar o governo ou morrer na praia, sem discurso, sem prática, sem poder, sem governo.

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Delegado da Satiagraha se filia ao PC do B

Protógenes explica por que escolheu o PCdoB

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz anunciou nesta quarta-feira (2) que escolheu o PCdoB como seu partido. “Esse partido consegue se superar, retirar todas as pedras e os espinhos do caminho e se colocar no cenário nacional aliado a uma proposta de um Brasil diferente. O PCdoB é a sigla vitoriosa, dentre todas as existentes”, explica Protógenes nesta entrevista para Bernardo Joffily e Priscila Lobregatte, do Vermelho.

Protógenes: “O Brasil é que tem de aparecer”

“Num primeiro momento foi difícil me convencer a me filiar a um partido político, a deixar aquilo que eu fazia antes – ser servidor público – e lançar-me a cumprir essa exigência maior da sociedade que é participar do processo político”, relata Protógenes. “Mas, o mais difícil mesmo foi escolher…”

Uma fila de siglas partidárias ofereceu suas fichas de filiação, de olho na elevada popularidade da causa que o delegado encarna. Ele cita o PSDB, DEM, PDT, PSB, PSol e PCdoB. Mas a dificuldade, segundo Protógenes, deveu-se a outros motivos, nâo à quantidade de pretendentes. Veja os trechos principais da entrevista exclusiva de Protógenes Queiroz; e em seguida o vídeo onde o delegado fala aos cidadãos brasileiros:

Leia mais aqui.

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Rubens Lemos

Rubens Lemos, jornalista potiguar, me pôs no mundo.  No início dos anos 70, exilou-se no Chile.  Em Santiago.

Meu pai era liderança do PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).  Caiu na clandestinidade quando um aparelho do PCBR foi desmantelado em Recife e uma lista de aparelhos no Nordeste foi parar nas mãos da repressão.  Entre eles, um aqui próximo a Natal do qual meu pai era fiador.  Imediatamente se viu obrigado a sair do mapa.

Anos mais tarde, foi preso porque foi descuidado.  Veio ao Brasil para ajudar a tirar daqui um companheiro (provavelmente Silton) e trocar dólares da organização.  Em São Paulo, encontra-se com Silton que lhe pede mais um mês, já que ia participar de uma ação conjunta entre várias organizações.  Enquanto a ação aconteceria, meu pai voltou a Natal.  Foi preso quando marcou uma troca de dólares, no Alecrim – próximo a região onde fica o Nordestão.  Ação cinematográfica, com a agentes da repressão disfarçados de garis, inclusive.  Meu pai foi preso e Silton morto na ação (em São Paulo).

Rubens não foi morto porque era afilhado do sogro do governador Cortez Pereira que, instagado pela minha família, pediu ao genro pela sua vida.

Fica preso na Colônia Penal João Chaves, de lá vai para o DOI-CODI em Recife.  Mais de um mês de torturas intensivas, inclusive pelas mãos do próprio Delegado Sérgio Paranhos Fleury.

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Trucidados

Se o PV desembarcar do governo.  Se Marina Silva lançar-se candidata, tendo como vice Gilberto Gil.  Se eles fizerem campanha com um discurso marcadamente de oposição… se acontecer tudo isso, serão trucidados.  Não sei se nas urnas, mas certamente pelos adversários. 

Com certeza o PT atacará com o óbvio: os dois foram ministros por seis anos (três quartos  do mandato de Lula).  Ou seja, construíram o governo.  Que criticam.  Se criticam, criticam a si mesmos.  Pesará a incoerência.  A aura de santa coerência e luta de Marina será certamente maculada.  O mesmo ataque deve partir de Ciro Gomes, se sair candidato.  Ciro tem a coerência possível de afirmar que sempre manteve um apoio crítico ao governo Lula.  Suas críticas sempre foram públicas.

Os tucanos só atacarão assim se perceberem que Marina lhe rouba votos.  Se isso acontecer, é bem certo que dirão que Marina também representa a continuidade do governo Lula.  E isso pode ser ruim ou bom para a senadora. 

Mas com pouco mais de dois minutos de tevê, acho tudo isso muito complicado para o lado dos Verdes.

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Verdades e mentiras

A Época traz matéria que já insinua a suspeição sobre Lina Vieira.  Ainda assim, mesmo diante de tantas evidências de suspeição contra a ex-chefe da Receita Federal, me impressiona como, todo dia, Alexandre Garcia tenta requentar as acusações contra Dilma Rousseff.  Mesmo que um veículo da Globo já se dirija a mostrar que a verdade não é bem essa, a tevê Globo resiste em sua luta contra a ministra.

Parece ter razão a tese de que querem desconstruir a imagem da ministra, colando nela a pecha de mentirosa.

P.S.: Quem tem Curriculum Lattes sabe, como este escriba, que até o episódio de Dilma, a plataforma não diferenciava a informação sobre mestrados ou doutorados em curso dos que já estavam concluídos.  Assim, no meu caso, que entrei no doutorado ano passado, o Lattes parecia dizer que eu já havia concluído.  Quando tentaram descobrir quem eu era no fim do ano passado na Comunidade do Orkut “RN Política”, chegaram a postar que eu seria doutor, porque o Lattes só informava Doutorado.  O uso da expressão Em curso começou agora, depois do episódio de Dilma Rousseff.

Serra acusar Mercadante de má-fé quanto a isso, ou a imprensa e os tucanos acusarem Dilma de mentirosa por causa disso, é tão absurdo que choca saber que há use desses artíficios como instrumento de batalha política.

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Sarney

Sarney é um senhor feudal no Maranhão.  Uns vinte anos atrás meu pai escapou por pouco de ser morto por capangas dele – o motorista não teve tanta sorte.  Então, entendam, não faço uma defesa do senador pelo Amapá.

Mas atentei para uma pergunta importante: alguém sabe que ilegalidade Sarney cometeu que o faz merecer perder a presidência do Senado ou até mesmo o mandato?

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O dia apareceu

Franklin Martins diz que Lina mente sobre reunião com Dilma

“Ela está mentindo. Não sei a serviço de quem”, disse o ministro-chefe da Secretaria da Comunicação

João Domingos – O Estado de S.Paulo

RIO BRANCO – O ministro-chefe da Secretaria da Comunicação de Governo, Franklin Martins, afirmou ontem que a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira mente quando diz que foi chamada ao Palácio do Planalto pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que teria pedido para ela abreviar as investigações a respeito da família Sarney. “Ela está mentindo. Não sei a serviço de quem”, disse Franklin. A afirmação do ministro chama a atenção porque, embora procure sempre ajudar os repórteres com informações de bastidores, Franklin não costuma dar entrevistas. Mas ontem, ao acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Rio Branco, no ato de assinatura do lançamento de um programa habitacional que construirá 10 mil casas em todo o Estado do Acre, Franklin foi categórico: “Por que a Lina não diz em que dia foi esse encontro? Qual a hora? Uma pessoa que não se lembra do dia em que teve o encontro com alguém está mentindo. E quem mente acaba sendo descoberto”. A senadores da oposição Lina teria dito que o encontro com Dilma ocorreu no dia 19 de dezembro. Segundo Franklin, já foi feita uma investigação sobre esse dia e nele não houve nada. “A ministra Dilma estava no dia 19 numa reunião do Conselho de Administração da Petrobrás. À tarde, ela pegou um avião e foi para Natal gozar uns dias de férias. Nesse dia não houve o tal do encontro. Nada bate no que a ex-secretária fala”, insistiu Franklin. Lina disse que da conversa com Dilma entendeu que era para suspender as investigações sobre os Sarney, o que ela não aceitou fazer. Procurada ontem pelo Estado, Lina não foi encontrada para comentar as declarações de Franklin.

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Marina e O globo

Assustei-me com o que havia lido no Blog do Dirceu sobre a capa de O globo com Marina Silva hoje.  A fala de Marina não se assemelhava nem um pouco com o tom utilizado em sua carta de despedida do PT.  Ainda bem que Dirceu se equivocou em acreditar em O globo.  Ainda bem para Marina, reitero – caso contrário dois dias teriam sido suficientes para acabar com a sua coerência:

MARINA SILVA CONTESTA O GLOBO

Trecho do aparte da senadora Marina Silva (sem partido-AC) ao discurso do senador Pedro Simon (PMDB-RS):

- A mesma posição eu vou manter aqui em relação ao Presidente Lula, porque não é uma questão de circunstâncias. Hoje, meu querido Senador Simon, tem uma matéria no jornal O Globo que não foi feita por nenhum desses jornalistas que nos acompanham aqui. Foi um correspondente lá do Estado do Pará que colocou na primeira página algo que é inteiramente incoerente com tudo o que eu disse e coloquei na carta que assinei embaixo. A manchete é a de que eu disse que o Governo é insensível para as questões sociais. E pega uma série de frases de uma palestra que dei, em um contexto de uma análise que eu faço da Amazônia, da questão das hidroelétricas, e as coloca ali. Digamos que, quanto às frases pinçadas, mal direcionadas, ainda vá lá. Mas dizer que eu, Marina Silva, disse que o Governo do Presidente Lula é insensível às questões sociais! Eu que já disse, inúmeras vezes, desta tribuna e em todas as manifestações que fiz, que foi a melhor política social que tivemos; que saímos de R$8 bilhões para R$30 bilhões investidos em política social.

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/21/padrao-globo-de-reportagem/

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