Todo mundo discute o que fazer dos clubes do Rio Grande do Norte. Eu me preocupo com o ABC. Sou abecedista. E andei passando numa proposta, antes mesmo que aparecesse essa ideia de cotizar os direitos federativos dos jogadores do clube.
Acho que a solução para a situação passa pelo seguinte:
1. Transformação em clube-empresa – ou criação de uma empresa à parte do clube, como é o caso do Vitória da Bahia.
2. Abertura de capital desta empresa, numa proporção mais ou menos assim: o clube fica com 50% das ações ordinárias e preferenciais; empresários-conselheiros adquiririam pelo menos 20% e o restante (30%) iriam para o mercado. Os abecedistas poderiam, além de ajudar o clube, realizar um investimento. O Banco do Brasil poderia ser procurado para ser responsável pela carteira de ações do clube. Melhor maneira de capitalizar o clube, sem explorar os torcedores e sem depender de suas doações – cada um ajudaria o time e, ainda, faria um investimento;
3. Profissionalização da administração da empresa: fim do Conselho Deliberativo e constituição de assembleia de acionistas, conselho de administração, diretoria (profissionalizada) e presidência (profissionalizada). O Conselho de Administração seria remunerado com um salário-mínimo por mês, mas os diretores e presidente seriam remunerados como executivos de uma empresa do porte que essa ABC FC S.A. são remunerados em nosso mercado;
4. Contratação de uma empresa para realização de um plano de comunicação e marketing para o ABC a fim de que o time tenha verba suficiente a partir de patrocínios, garantindo o retorno devido aos patrocinadores. Uma empresa de comunicação poderia construir a melhor maneira de vender a marca ABC para que a iniciativa privada se interessasse em patrocinar o time. Em suma: é necessário uma gestão profissional, eficiente e rendável da comunicação, do marketing e da marca ABC.
5. Profissionalização de todas as atividades administrativas do ABC;
6. Enfocar a maior parte do investimento nas categorias de base do clube. A manutenção do time profissional é custeio, não investimento. Com o time capitalizado é possível aumentar a sua verba de custeio;
7. A venda de espaços nas cadeiras cativas e os projetos de sócio-torcedor seriam geridos de forma separada, talvez com um diretoria específica de patrimônio.
Protógenes: “O Brasil é que tem de aparecer”